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mar
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Quem é você no tabuleiro?

“Se você não sabe para onde, ir qualquer caminho serve”. A frase de “Alice no País das Maravilhas” se encaixa bem na reflexão que queremos provocar com essas páginas. Você está satisfeito com os rumos que sua carreira está tomando? Está planejando os passos ou está na vibe Zeca Pagodinho, tipo “deixa a vida me levar”?  Saiba que se estiver com aquela sensação de “empacado”, está na hora de repensar as coisas e assumir o domínio. 


Foi o que fez o engenheiro civil Jean Zolett Corrêa, especialista em Engenharia de Infraestrutura de Rodovias e em Gestão Empresarial, que desde a faculdade já traçava planos de carreira. Ele agarrou as oportunidades! “Estagiei na área da construção civil logo no início da faculdade. Foi uma ótima experiência, pois comecei a ter contato com projetos, obras, contratos, que agregaram conhecimento. Logo em seguida, estagiei na área de infraestrutura e concessões e fui evoluindo para outras posições dentro da companhia onde sigo até hoje”, conta o profissional que, desde sempre, soube que gostaria de trabalhar com grandes obras que pudessem transformar os ambientes em que vivemos. 


Ele conseguiu administrar os movimentos para avançar no tabuleiro! Olha a progressão:


Estagiário -> Assistente Técnico -> Engenheiro de Obras -> Coordenador de Obras e Conservação -> Gerente de Engenharia -> e subindo...


“Tenho a convicção de que é imprescindível termos metas que estejam alinhadas com nossas expectativas pessoais e profissionais de crescimento. É fundamental que nossa carreira esteja sustentada em valores pessoais que por sua vez tenham afinidade com a cultura da empresa que atuamos”, aconselha Jean.



E aquele que movimenta as peças? Qual é o papel do gestor na carreira da equipe?


O engenheiro civil e administrador Thiago Selvo, que é Gerente de Administração de Contrato em uma concessionária de rodovia, lidera uma equipe grande e sabe que o gestor precisa saber aproveitar o melhor de cada um dos perfis que possui no time. Então, as recomendações são:


Conheça as pessoas com quem você vai trabalhar, identifique as habilidades e as competências de cada colaborador. 


“Um exemplo: na minha equipe temos pessoas mais analíticas, que sabem lidar bem com dados, planilhas e relatórios. São pessoas que se atém mais aos detalhes. E existem pessoas mais expansivas, que sabem lidar melhor com relacionamentos, atendimento ao público, atendimento ao cliente, e aquilo que exige mais criatividade. Identificar isso e conduzir os colaboradores para funções em que se encaixam mais amplia os resultados tanto da pessoa, porque elimina a frustração e aumenta a motivação, quanto da própria empresa que tem um time mais alinhado e engajado”. 


Tenha um diálogo claro com a equipe, saiba onde cada peça quer chegar e estimule aqueles que ainda não sabem muito bem qual destino escolher a se descobrirem. 


“Tem pessoas que entram no piloto automático. E é importante questioná-las: onde querem estar daqui 5, 10 anos? Se não pararem para pensar nisso, vão chegar em algum lugar que pode não ser tão bom.  O papel do gestor é instigar isso. Quando as pessoas da empresa crescem, a empresa em si cresce!” 


Saiba quem tem perfil para ser líder ou especialista


“No ambiente corporativo, existem dois caminhos para progressão de carreira: o de especialista ou de liderança. Não tem melhor ou pior, é uma questão de escolha. Temos que identificar quem pode ser um líder no futuro e trabalhar a aptidão dessa pessoa para isso. Da mesma forma, aqueles que não se enxergando liderando um grupo, devem ser estimuladas a serem especialistas, a se aprofundarem em determinada área para serem profissionais renomados em um nicho específico. E o gestor tem que proporcionar atividades, situações e cursos para que ele possa desenvolver isso”.